Terça, 20 de Outubro de 2026
23°

Parcialmente nublado

Redentora, RS

Geral Norte do RS

Ministério Público investiga esquema de fraudes em home care no norte do RS

20/10/2026 às 15h37
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: GZH/Zero Hora
Compartilhe:
Em Passo Fundo, um homem e uma mulher são investigados. Foto: MPRS / Reprodução
Em Passo Fundo, um homem e uma mulher são investigados. Foto: MPRS / Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) cumpriu um mandado de busca e apreensão em Passo Fundo e outro em Erechim, na manhã desta terça-feira (20), durante a Operação Home Cash. Outros seis foram realizados em Itapema, Santa Catarina. 

A operação investiga um desvio de verbas do serviço de saúde domiciliar  custeados pelo Estado e pelo IPE Saúde, no Norte gaúcho. A ação mobilizou 50 agentes.

Em Passo Fundo, um homem e uma mulher são investigados, além da empresa do casal. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência dos suspeitos, localizada no bairro Leão XIII. Ao todo, a ofensiva atingiu 18 alvos dos três municípios.

Além das medidas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 11,3 milhões em bens e valores dos envolvidos, além do sequestro de veículos e imóveis dos investigados.

A operação é coordenada pelo promotor de Justiça Diego Pessi, do 7º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) - Planalto, e contou com a integração do Núcleo de Inteligência da instituição (NIMP) e da Brigada Militar (BM).

Orçamentos superfaturados

A investigação começou após a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) encaminhar uma notícia-crime ao MPRS. Conforme o documento, os investigados apresentavam laudos médicos e orçamentos superfaturados em processos judiciais para cobrar por serviços em quantidade maior do que a prestada efetivamente. 

O Ministério Público também analisa movimentações financeiras entre empresas e pessoas ligadas ao esquema, além de bens registrados em nome de laranjas.

Desdobramento de operações anteriores

A Operação Home Cash consolida uma sequência de ofensivas do MPRS contra fraudes em atendimentos domiciliares na região. 

No dia 4 de dezembro de 2024, o MPRS cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Passo Fundo contra empresas, escritórios de advocacia e residências. A operação, chamada de Gollum I, bloqueou contas bancárias a partir de informações da PGE para apurar o uso irregular de verbas públicas de home care.

Já em 2026, no dia 18 de março, durante a segunda fase da operação, os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em Passo Fundo, Canoas, Esteio e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A Justiça bloqueou cerca de R$ 12 milhões na época e rastreou ativos desviados dos contratos de saúde.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias