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Duas pessoas são presas suspeitas de envolvimento na morte de gari no RS; adolescente teria sido autor dos golpes de pá

20/10/2026 às 09h24
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: GZH/Zero Hora
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Crime ocorreu no Viaduto Tiradentes. Foto: Rodrigo Prado / Grupo RBS
Crime ocorreu no Viaduto Tiradentes. Foto: Rodrigo Prado / Grupo RBS

Dois homens foram presos suspeitos de envolvimento na morte do gari Gelson da Silva Soares, em Porto Alegre. Os suspeitos foram detidos durante uma operação no Morro da Tuca, na zona leste da Capital. Segundo a Polícia Civil, a dupla, de 37 e 31 anos, participou diretamente das agressões contra a vítima, morta por golpes de pá. O crime ocorreu na madrugada da última quinta-feira (19), no Viaduto Tiradentes, no bairro Santa Cecília. Os presos teriam auxiliado no ataque: um deles teria aplicado chutes e socos, enquanto o outro teria impedido que os demais garis ajudassem a vítima. Os nomes dos presos não foram divulgados.

Já os golpes de pá teriam sido desferidos por um adolescente que tinha 17 anos na data do crime e completou 18 anos dias depois. Ele se apresentou à delegacia e confessou a participação no crime.

Segundo o delegado Eric Dutra, como o jovem se apresentou voluntariamente, não foi possível realizar a apreensão em flagrante.

— Por ser uma apresentação espontânea, a gente não pode apreender em flagrante, por lei. Se fosse maior, aconteceria a mesma coisa. O maior seria liberado e, depois, a gente poderia pedir a prisão preventiva — explica.

Motivação do crime

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses para a motivação do crime. Uma delas é de que a namorada do adolescente teria sido abusada pelo gari. A outra aponta para uma possível rixa entre um grupo de garis e os suspeitos.

— Um mês atrás teriam aparecido indivíduos na sede da Cootravipa próxima ao viaduto. Eles estavam procurando por um celular que estaria dando a localização, acusando que um dos garis teria roubado, furtado ou encontrado esse celular e levado pra lá. A vítima era o chefe do setor, então ele se mete nessa confusão e peita eles. Parece que eles teriam jurado a vítima de morte por causa disso — explica Dutra, a respeito da versão contada pelos garis.

O caso segue em investigação. Um dos presos tem parentesco com a liderança de uma das maiores facções criminosas do Estado. Durante a operação, outras duas pessoas foram detidas, mas, conforme as informações divulgadas, não teriam relação com o homicídio.

 

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