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Frederico Westphalen: Falso médico usava registros de outros profissionais para emitir receitas e exames

22/10/2026 às 15h55
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: GZH/Zero Hora
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Polícia Civil confirmou que pelo menos 16 pessoas foram lesadas pelo falso médico. Foto: Polícia Civil / Divulgação
Polícia Civil confirmou que pelo menos 16 pessoas foram lesadas pelo falso médico. Foto: Polícia Civil / Divulgação

Indiciado pela Polícia Civil na quarta-feira (21), o falso médico que atuava em Frederico Westphalen, no norte gaúcho, utilizava o nome e número de registro de três profissionais para emitir receitas e exames aos pacientes. 

O suspeito foi identificado como Ademar Correa, 34 anos. Ele foi indiciado por exercício ilegal da profissão, falsificação de documentos e lesão corporal.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no início de 2026, depois que outros médicos identificaram que o indivíduo usava o seus números de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) para dar receitas e solicitar exames a diversos pacientes. 

Há confirmação de que pelo menos 16 pessoas foram lesadas pelo falso médico. Entre os casos apurados, um paciente relatou a piora de uma lesão na pele após aplicar um tratamento indicado pelo suspeito. Os atendimentos aconteciam em uma clínica no centro de Frederico Westphalen. 

De acordo com o responsável pelo caso, delegado Jacson Boni, o falso médico tinha formação em Biomedicina, além de cosmetologia e estética, com especialização em dermatologia, mas se apresentava como médico da área e não tinha registro profissional.

— Ele não tinha formação médica e estava realizando efetivamente atos médicos, consultas, extração de pintas, receitas para medicamentos e também prescrições para exames — disse Boni.

Falso médico fraudava resultados de exames 

Polícia Civil / Divulgação

Suspeito foi indiciado por exercício ilegal da profissão. Foto: Polícia Civil / Divulgação

Na investigação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na clínica e na residência do falso médico, onde recolheu equipamentos eletrônicos, documentos e carimbos com nomes de médicos reais.

Ao verificar os itens recolhidos foi possível identificar que o homem alterava resultados de exames médicos, disse o delegado: 

— Descobrimos que ele fraudava exames médicos e engava as vítimas com os resultados — afirmou Boni. 

As autoridades policiais solicitaram a prisão preventiva do homem, mas o Poder Judiciário negou o pedido. A Justiça, porém, acatou a solicitação de medidas cautelares, como a proibição do homem de exercer qualquer atividade relacionada à área da saúde.

A Polícia Civil também remeteu o inquérito ao Ministério Público. 

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que o biomédico realizava atos privativos de médicos colocando em risco a saúde e a segurança dos pacientes e que o exercício ilegal da medicina é uma prática grave e exige formação e habilitação legal. Além disso, a entidade realizou fiscalizações na clínica e ajuizará uma ação civil pública contra o responsável.

O que diz a defesa 

A defesa de Ademar Correa, assistida pelo advogado Evandro Fábio Zuch, disse à reportagem que não vai se posicionar neste momento porque ainda não teve acesso ao inquérito.

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