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Gaúcha condenada por assassinato de fotógrafo em Canoas passa a ser procurada pela Interpol

22/10/2026 às 09h43
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: GZH/Zero Hora
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José Gustavo Bertuol Gargioni foi morto em 2015. Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi condenada. Foto: Reprodução e Divulgação/Interpol
José Gustavo Bertuol Gargioni foi morto em 2015. Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi condenada. Foto: Reprodução e Divulgação/Interpol

A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, 31 anos, teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol, organização internacional de cooperação policial.

Ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime aconteceu em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana.

O registro de Paula na lista vermelha está disponível no site oficial da Interpol. A página apresenta informações para a identificação da mulher, incluindo imagens que mostram mudanças na aparência dela desde a época do crime.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a procurada.

— A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso — declarou o delegado.

Fotógrafo foi morto com 19 tiros

Facebook / Reprodução

José Gustavo Bertuol Gargioni foi assassinado aos 22 anos. Foto: Facebook / Reprodução

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme a investigação, o fotógrafo foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos.

Segundo a acusação, Paula mantinha relacionamento com o fotógrafo. Ela teria marcado um encontro para atrai-lo até o local do crime.

Na época, ela também mantinha relacionamento com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato. Biron foi condenado, em 2020, a 20 anos e oito meses de prisão pelo crime.

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu. Em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento por considerar que a decisão contrariava as provas do processo.

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela.

A reportagem procurou Martin Gross, advogado que defendeu Paula durante o júri. Ele informou que não trabalha mais no caso. A reportagem tenta entrar em contato com os advogados da foragida.

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