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Homem que disse para os filhos se despedirem da mãe antes de matá-la é condenado a 45 anos de prisão em SC

09/07/2024 às 19h55
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: Oeste Mais
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Angela foi morta pelo companheiro, com cinco tiros (Foto: Divulgação)
Angela foi morta pelo companheiro, com cinco tiros (Foto: Divulgação)

O ex-companheiro de Angela Vanessa Vidarenko foi condenado a 45 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado, em um júri popular realizado na última semana em Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Ele matou a mulher, de 30 anos, no final de novembro de 2022, na mesma cidade. As qualificadoras foram feminicídio, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe.

O julgamento foi realizado na última sexta-feira, dia 5, no fórum da comarca de Campos Novos. De acordo com a denúncia, Angela foi morta a tiros por não querer mais alimentar um relacionamento amoroso com o réu, na época com 27 anos. Ela era mãe de duas crianças.

O crime aconteceu na noite de 29 de novembro de 2022. Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu foi até a casa da ex-companheira, no bairro Nossa Senhora Aparecida, a agrediu e disse para os dois filhos se despedirem, pois nunca mais veriam a mãe. Na sequência, ele atirou cinco vezes na vítima.

Angela era natural da Argentina e morava há tempos em Campos Novos. Os dois filhos dela tinham 4 e 9 anos de idade. As crianças foram levadas a um sítio logo após o crime e hoje moram com a avó materna, na Argentina.

"O crime é extremamente grave e infelizmente não foi possível atender ao pedido dos filhos da vítima, que clamaram por, pelo menos, mais cinco minutos com a mãe. Porém, não foram medidos esforços para que fosse dada uma resposta aos familiares e à sociedade camponovense. Os jurados acolheram integralmente os pedidos do Ministério Público e mais uma vez a comarca promoveu a justiça", disse o promotor Alexandre Penzo Betti Neto, que conduziu a acusação.

Na época do crime, o réu estava foragido do sistema penitenciário. Ele permaneceu em prisão preventiva durante toda a instrução processual, foi reconduzido ao Presídio Regional de Chapecó logo após a leitura da sentença e não poderá recorrer em liberdade.

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