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Ministério Público quer júri popular de padrasto por assassinato de criança de 2 anos

13/05/2022 às 11h37
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: Oeste Mais
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Menina de apenas dois anos foi encontrada morta deitada na cama (Foto: Arquivo Pessoal)
Menina de apenas dois anos foi encontrada morta deitada na cama (Foto: Arquivo Pessoal)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou na tarde desta quinta-feira, dia 12, a denúncia contra Samuel Terres da Costa, de 30 anos, considerado autor do feminicídio contra a menina Maitê Brambilla dos Anjos, de apenas dois anos de idade, no dia 26 de abril deste ano, em Treze Tílias, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

Na ação, o MPSC pede que o acusado seja levado a júri popular. A ação foi apresentada pela promotora Francieli Fiorin, titular da 3ª Promotoria de Justiça da comarca de Joaçaba. Ela sustenta que o crime foi qualificado pelo motivo torpe, emprego de meio cruel, por ter sido praticado à traição e mediante meio que dificultou a defesa da vítima, além de se tratar de feminicídio.

O crime foi praticado no interior de um apartamento na rua Rudolf Margreiter, em Treze Tílias. A ação relata que o motivo foi o desejo do acusado de se vingar da mãe da vítima em razão do término do relacionamento e do pedido para ele deixar a moradia.

Segundo a denúncia, Samuel também cometeu o crime mediante traição, já que no dia ele se ofereceu para cuidar da menina, dizendo que seria seu último dia na moradia. O homem foi preso no dia seguinte ao assassinato.

Considerando a quantidade, intensidade e diversidade de golpes desferidos contra a vítima, a promotora também diz ser inquestionável o emprego de meio cruel, com o homem agindo em completa falta de sensibilidade e brutalidade para cometer o crime.

Mãe encontrou filha morta

A criança foi encontrada morta no apartamento em que residia, no bairro Lindner em Treze Tílias. Em entrevista ao Oeste Mais, o avô paterno Julio Cezar Matias dos Anjos, natural de Ponte Serrada e atualmente morador de Água Doce (SC), disse que a mãe encontrou a filha deitada na cama, embaixo das cobertas, com um corte no pescoço.

De acordo com Julio, no dia do crime, a mãe de Maitê ligou para ele dizendo que o padrasto havia desaparecido com a menina. Julio disse que avisou o filho, Juliano, que é pai de Maitê. Ele foi até o apartamento, arrombou a porta e encontrou todos os pertences da filha, além de mamadeira e chupeta.

O pai ligou para a mãe de Maitê, que foi até o local e localizou a criança já sem vida, em uma cama. Ainda de acordo com Julio, o filho disse que a menina também tinha alguns hematomas de beliscão e um corte no pescoço. “Ele [padrasto] matou ela degolada”, lamentou o avô.

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