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Caso Amanda Albach: perícia apontou que vítima foi amordaçada e agredida antes de morrer, diz delegado

25/01/2022 às 11h35
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: G1 SC
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Amanda Albach foi assassinada e enterrada em praia de Santa Catarina — Foto: Redes sociais/Divulgação
Amanda Albach foi assassinada e enterrada em praia de Santa Catarina — Foto: Redes sociais/Divulgação

O inquérito que investigou as circunstâncias do assassinato de Amanda Albach, de 21 anos, em uma praia de Imbituba, no Litoral Sul catarinense, foi concluído pela Polícia Civil com os indiciamentos de três suspeitos por tortura, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O trio está preso preventivamente desde sexta-feira (22). A reportagem não conseguiu contato com a defesa do grupo.

Nesta segunda-feira (24), o delegado Bruno Fernandes, que esteve à frente das investigações, deu mais detalhes sobre o caso.

"O laudo pericial apontou que Amanda tinha sido amordaçada e que estava com uma fratura do nariz, ou seja, também foi agredida antes de levar um tiro no rosto", disse.

Ainda, segundo o delegado, o suspeito preso foi ouvido novamente e confrontado com o laudo pericial, quando contou detalhes que havia silenciado.

"Disse que constrangeu a vítima do período da manhã até a tarde", revelou o delegado.

Conforme Fernandes, o trio manteve Amanda sob a mira de uma arma e ameaças das 11h até as 18h do dia 15 de novembro, para obrigar a vítima a mostrar o celular dela. As informações que eles desejavam ter, ao acessar o celular, não foram reveladas pela polícia.

O corpo de Amanda foi encontrado enterrado na areia da praia na manhã de 3 de dezembro. A jovem, que morava na Região Metropolitana de Curitiba, estava desaparecida há 18 dias. Ela tinha uma filha de 2 anos.

Suspeitos montaram enredo

Conforme o delegado, antes de serem presos os suspeitos já sabiam que eram investigados e teriam montado um enredo convencendo um envolvido a assumir a responsabilidade pelo crime.

"No primeiro momento em que eles foram ouvidos, convenceram um dos envolvidos a passar todos os detalhes. Pela narrativa que foi apresentado até aquele momento, não tinham elementos sólidos para os envolvimentos deles [dos outros dois]", explicou o delegado.

Fernandes afirmou que foi possível verificar a participação de cada suspeito na morte. “São circunstâncias, divergências que, somadas, nos permitem aferir que [todos] tiveram suas participações específicas. Isso, aliado a outras medidas adotadas durante a investigação", disse.

O outro homem apontado pela Polícia Civil por envolvimento no crime, alegou que saiu para trabalhar, o que foi confirmado por um álibi. A investigação, por sua vez, descobriu que era mentira.

Prisões e ligação entre os envolvidos

Os dois suspeitos de envolvimento na morte de Amanda Albach, de 21 anos, que estavam soltos desde dezembro, foram presos novamente no dia 21 deste mês.

Segundo Fernandes, ambos foram encontrados em Canoas, região metropolitana do Porto Alegre, com ajuda do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) da cidade. O suspeito de atirar contra a jovem já estava preso.

"Eles haviam informado um endereço, mas não foram localizados. Com ajuda da DHPP de Canoas, os encontramos", disse.

De acordo com o MPSC, os dois suspeitos eram a companheira do homem que já estava preso pelo assassinato e o irmão dele.

A mulher, segundo a Polícia Civil, era natural do Paraná e cresceu junto com Amanda. Os outros dois eram gaúchos. Segundo o delegado, os três suspeitos tinham ligação com o tráfico de drogas.

Áudio

Amanda enviou um áudio para a família antes de ser morta. A jovem disse na mensagem que voltaria para o Paraná, onde morava, com um carro que conseguiu por meio de aplicativo de transportes (ouça abaixo).

"Oi, eu estou indo embora. Consegui o Uber hoje só para eu ir embora. Já estou indo, de madrugada eu chego", disse ela.

Investigação

A denúncia do desaparecimento chegou à polícia catarinense no dia 19 de novembro. Segundo o delegado Fernandes, Amanda veio a Santa Catarina para ir a uma festa, em Florianópolis. Ela quem teria convidado a amiga de Fazenda Rio Grande e os outros dois gaúchos para saírem juntos.

Nas redes sociais, a última publicação da jovem que a polícia encontrou foi do dia 13 de novembro. Era uma foto na Praia do Canto, em Imbituba.

Última postagem de Amanda Albach nas redes sociais ocorreu em 13 de novembro — Foto: Redes Sociais/ Reprodução

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