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Réu em processo, ex-vocalista de banda entra na Boate Kiss pela primeira vez após a tragédia

23/11/2021 às 16h30 Atualizada em 23/11/2021 às 16h42
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: RBS TV
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Foto: Valdir Lima/Especial RD Foco
Foto: Valdir Lima/Especial RD Foco

Um dos réus no processo da Boate Kiss visitou, nesta terça-feira (23), o estabelecimento onde ocorreu o incêndio que vitimou 242 pessoas e feriu mais de 600 em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, em 2013. O ex-vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, foi autorizado pela Justiça a ingressar no espaço.

Segundo a advogada Tatiana Borsa, que representa Marcelo, a visita faz parte de uma estratégia da defesa para o júri, marcado para 1º de dezembro, em Porto Alegre.

"O Marcelo se sentiu muito mal, muito mal. A todo o tempo ele queria sair, sair antes. Uma situação muito triste ser acusado de assassino por algo que ele não fez", diz.

O irmão de Marcelo, baterista da banda, e um técnico de áudio do grupo também estiveram no prédio. Eles são testemunhas da defesa do músico. A defesa do réu Elissandro Callegaro Spohr, ex-sócio da boate, também esteve no local. Os advogados mediram os espaços do estabelecimento com trenas.

Além de Marcelo e Elissandro, também respondem processo o produtor da banda, Luciano Bonilha Leão, e o ex-sócio da boate Mauro Hoffmann. Eles foram denunciados por homicídio simples de 242 pessoas e tentativa de homicídio de outras 636 que sofreram ferimentos na tragédia.

A defesa de Elissandro afirma que o julgamento será a oportunidade para que o ex-sócio dê sua versão do que aconteceu. Os advogados de Mauro Hoffmann alegam que, mesmo sendo sócio, o réu não tinha qualquer participação na rotina da empresa. Já o representante de Luciano Bonilha Leão diz que o acusado foi uma vítima no processo.

Júri

O júri dos réus no caso Kiss foi marcado para 1º de dezembro e deve durar duas semanas, segundo o Tribunal de Justiça.

Logo no início, serão sorteados os sete jurados que vão compor o Conselho de Sentença. O grupo não terá acesso a telefone, internet, televisão, rádio ou jornal. O processo de definição dos nomes já começou, com uma lista prévia de 150 pessoas.

O Ministério Público pedirá a condenação e a prisão dos quatro réus, uma vez que eles aguardam o julgamento em liberdade. Uma reprodução 3D da boate foi desenvolvida por uma pesquisadora como prova da acusação.

"O Ministério Público vai pedir não só a condenação, mas a prisão. Não se está falando em vingança, está se falando em justiça, em uma resposta", afirmou a promotora Lúcia Helena Callegari.

O ex-prefeito de Santa Maria Cezar Schirmer (MDB) e o promotor de justiça Ricardo Lozza foram arrolados como testemunhas no júri a pedido da defesa de Elissandro. Ambos os citados não quiseram comentar a decisão judicial.

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