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Filha de 12 anos que matou o pai policial teria comentado com colega de escola que iria cometer o crime

19/10/2021 às 14h27
Por: Depto de Jornalismo . Fonte: Com informações da Rádio Difusora de Xanxerê
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O deputado estadual Maurício Eskudlark falou sobre o assassinato do policial Neife Luiz Werlang, ocorrido na sexta-feira, dia 15, em São Miguel do Oeste (SC), em uma entrevista à Rádio Difusora, de Xanxerê, na manhã desta terça-feira, dia 19. Eskudlark conhecia o policial civil e é amigo da família. A filha do policial, de 12 anos, e uma amiga, de 13, são acusadas de cometer o crime.

Na escola, Neife era quem levava e buscava a filha. "No final de semana até alguém falou que a menina disse num momento na escola para uma coleguinha: 'eu vou matar o pai e a mãe', mas a gente imagina uma brincadeira, uma expressão que ninguém vai dar importância", expôs o deputado.

Na opinião de Eskudlark, a adolescente planejou o crime. "Ela esperou o pai ficar sozinho e desprevinido. A mãe logo voltaria para casa após ter ido a uma oração, mas acabou demorando cerca de uma hora a mais que o previsto, o que acredito que salvou a vida dela", relatou.

Compra de adaga

"Em uma conversa com a própria mãe, ela disse que estranhou que algum tempo atrás a menina queria comprar uma espécie de adaga, mas que era de plástico e tinha visto em uma série, mas a mãe disse que não". disse ainda o deputado. A menina alegou que aquilo era só um símbolo de algo que viu e queria ter.

De acordo com Maurício, que também é delegado de Polícia Civil e atua há cerca de 30 anos na área de segurança pública, Neife sempre foi uma pessoa do bem, tranquila. Ele disse que conhecia o policial e a família desde a infância e ficou perplexo com o caso.

Questionado pela rádio a respeito da hipótese de a menina ter sofrido algum tipo de violência ou abuso sexual, o deputado disse que em hipótese alguma o policial faria algo dessa espécie.

Maurício avalia comentar sobre o caso na Assembleia Legislativa, pois é necessário tratar o assunto para que não aconteçam mais casos, como recentemente em Saudades.

"Vejo como um alerta, assim com as drogas que se infiltram nas famílias. Antes preocupava-se com o filho estar na casa da amiga ou amigo, hoje preocupa-se com o filho estar muito tempo trancado no quarto. Hoje perdemos nossos filhos para internet", disse.

O deputado ainda ressaltou a importância de os pais tomarem conhecimento sobre o que os filhos estão tendo acesso na internet, principalmente quando estão sozinhos.

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