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BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Bebê nasce em vaso sanitário e enfermeira orienta a dar descarga - RD Foco

Mãe divulgou o caso nas redes sociais

09/09/2021 09h42
Por: Depto de Jornalismo
Fonte: O Município
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Na última sexta-feira, 3, a então gestante Fernanda Adamek, procurou atendimento médico após perceber que o bebê não estava se mexendo, na cidade de Bombinhas, no Litoral norte catarinense, onde reside com a família.

Segundo o relato da jovem de 22 anos nas redes sociais, o bebê estava com 23 semanas e não conseguia ouvir os batimentos cardíacos. Ao chegar no local, ela foi encaminhada ao Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú.

“Demoraram uma hora para me atender e depois de duas horas fiz o ultrassom, que confirmou a morte fetal. Fui internada e começou o inferno na minha vida. Além de estar em choque por estar com um filho morto, fui mal tratada pelo hospital”, relata Fernanda.

De acordo com ela, foram inseridos os comprimidos para ela ter as contrações e o bebê nascer. Já no sábado, 4, ela conta que começou a sentir dores fortes. “Por volta do meio dia, uma enfermeira veio fazer o exame de toque e disse que não era nada, e não era o bebê saindo”, comenta.

Ida ao banheiro

Logo em seguida que a enfermeira saiu, ela foi no banheiro e o bebê caiu no vaso sanitário. “Por culpa dela, que falou que eu não estava em trabalho de parto, fui no banheiro e meu filho caiu dentro do vaso sanitário. Entrei em desespero, meu marido também, não sabíamos o que fazer, ele começou a gritar e chamar alguém”, ressalta.

Quando a enfermeira retornou, ela levantou Fernanda e disse “dá descarga pai, dá descarga”. O marido, sem entender e em choque fez o que a enfermeira disse, relembra a jovem.

Segundo ela, a enfermeira saiu para chamar o médico. “Ouvi ela falando ‘o pai deu descarga’ e o médico entrou no quarto e não me olhou para ver se estava bem, apenas foi ao banheiro e gritou para achar a criança pois isso é ocultação de cadáver”, relata.

Fernanda, que já é mãe de uma menina, conta que a enfermeira falou que o marido dela tinha dado descarga. Em seguida, uma discussão teve início pois ele contou que foi a enfermeira que mandou. “Enquanto isso, ela já tinha culpado mais duas enfermeiras pelo que tinha acontecido”, ressalta.

Retirada do bebê

Para retirar o bebê, que já estava com quase sete meses, o vaso sanitário teve que ser quebrado. “Ele estava dentro da placenta, era muito grande para passar. Acharam ele e podemos ver ele”, lembra.

Já no quarto, pegaram as assinaturas dos pais, e não informaram medidas do bebê e não permitiram que Fernanda trouxesse o bebê para enterrá-lo. “Pedi para trazer mas não deixaram. Perguntei para onde ia e não falaram. Ele era grande, lindo, perfeito e poderia enterrar meu filho, mas não”, lamenta.

Segundo ela, ainda demorou quatro horas para fazer um ultrassom, e mais duas para fazer a curetagem. “Nunca veio um médico falar para mim o que iria acontecer. Eu vi o médico só na hora que dei entrada e quando o meu filho estava no vaso e apenas para gritar que todos iam pra cadeia” destaca.

Fernanda ainda ressalta que divulgou o caso para que não aconteça com outras mães. “É uma dor inexplicável, além de ter meu filho morto, tive que passar por tudo isso”, finaliza.

Hospital emite nota

O Hospital Ruth Cardoso informou em nota que irá investigar o caso e tomar as providências cabíveis.

“Diante da denúncia de paciente da Obstetrícia do Hospital Municipal Ruth Cardoso, com feto sem vida que entrou em trabalho de parto e acabou expulsando o feto, em virtude das versões diferentes da paciente e da equipe de enfermagem em relação a orientação e a conduta, a direção do Hospital determinou imediata investigação dos fatos para apurar o que realmente aconteceu e, consecutivamente, tomará as providências cabíveis.”

 

*O Município

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