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Oito pessoas são indiciadas por estelionato e organização criminosa em golpe contra pecuaristas no RS

22/07/2021 08h51
Por: Depto de Jornalismo .
Fonte: RBS TV
Gado em fazenda na cidade de Formigueiro — Foto: Reprodução/RBS TV
Gado em fazenda na cidade de Formigueiro — Foto: Reprodução/RBS TV

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou oito pessoas por estelionato e organização criminosa no que é considerado pela polícia um dos maiores golpes contra pecuaristas da história do RS. O inquérito foi finalizado na quarta-feira (21). Quatro pessoas estão presas.

Cerca de 70 pecuaristas registraram boletim de ocorrência. Os golpes eram aplicados principalmente nas regiões Central e da Fronteira do Rio Grande do Sul.

De acordo com o delegado André Mendes, o esquema funcionava da mesma forma com todos os lesados. O gado era comprado, carregado em caminhões e depois, os pecuaristas eram informados de que poderiam descontar o cheque do pagamento, que não tinha fundo.

A polícia apreendeu, há duas semanas, mais de 12 mil cabeças de gado em São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e no RS. Os animais ficam agora à disposição da Justiça e os proprietários devem provar a compra do gado.

Relatos dos pecuaristas

Um dos produtores que denunciou o caso à polícia diz que fazia negócios frequentes com um dos suspeitos, criando uma relação de confiança. Uma vez, no entanto, o comprador recolheu os 542 animais negociados sem efetuar o pagamento, de quase R$ 5 milhões.

O pecuarista, que preferiu não se identificar, é dono de uma propriedade em Formigueiro. Ele relatou o caso à RBS TV.

"Dá um peso no coração. É uma tristeza que a gente sente, porque não levou simplesmente um gado aqui de casa, aqui do nosso estabelecimento. Ele levou uma vida toda de sacrifício", lamentou.

Os animais seriam transportados para propriedades do homem que fez o negócio em Formigueiro e em Caçapava do Sul. De lá, seriam vendidos para criadores de outros estados do país.

Ao contrários dos outros pecuaristas, que já conheciam o homem, Roberto Machado fez negócio com o suspeito pela primeira vez. O produtor recebeu um cheque, tentou descontá-lo, mas viu que não tinha saldo.

"O ano todo envolvido, cuidando o gado. Esperando, contando com aquele dinheiro, chega na hora e não vem, não paga. Daí fica meio difícil", afirmou.

O pecuarista Márcio Souza vendeu 70 animais para o suspeito. Somando com as vendas feitas pelo pai e pelo irmão, eles tiveram um prejuízo de R$ 500 mil.

"Não é um lucro que foi embora, é uma vida inteira que a gente vem produzindo. A gente leva um choque", contou.

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