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INCÊNDIO SSP

Encontrado corpo de bombeiro que trabalhava no combate ao incêndio no prédio da SSP-RS - RD Foco

Vítima é o tenente Deorci de Almeida. Buscas pelo sargento Lúcio Munhós continuam. Parte dos andares superiores do prédio desabou há uma semana.

21/07/2021 20h58
Por: Depto de Jornalismo
Fonte: Por G1 RS e RBS TV
Tenente Deroci de Almeida da Costa — Foto: Divulgação
Tenente Deroci de Almeida da Costa — Foto: Divulgação

Foi encontrado, nesta quarta-feira (21), o corpo de um dos bombeiros que trabalhavam no combate ao incêndio que atingiu o prédio da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS). A vítima é o primeiro-tenente Deroci de Almeida da Costa.

A informação foi confirma às 20h45 pelo governador Eduardo Leite e pelo vice-governador e secretário de Segurança Pública do RS Ranolfo Vieira Júnior.

""Localizamos um primeiro corpo de um dos bombeiros, o tenente Almeida. A localização foi feita às 18h30, quando localizaram e começaram a fazer a remoção. Depois de os cães farejadores apontarem o local e a contraprova datiloscópica confirmar que era ele. Quero expressar o mais profundo pesar e nosso orgulho, porque cumpriu sua missão", diz o governador.

O tenente Almeida nasceu em Rio Grande e tinha 23 anos de profissão. Casado, pai de dois filhos, ele era o oficial responsável por despachar as viaturas para o combate ao incêndio. Porém, decidiu somar-se aos colegas no local.

As buscas pelo segundo-sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós continuam, já que ele segue desaparecido. O sargento estava de folga e se apresentou voluntariamente para o trabalho.

O que se sabe e o que falta esclarecer

O fogo começou na noite de quarta (14), por volta das 22h. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do estado, coronel César Eduardo Bonfanti, afirmou no dia seguinte ao incêndio que os servidores estavam na parte interna do prédio, atuando no combate às chamas.

"É comum tu fazer combate interno e externo. Claro que a avaliação fica muito na hora e característica de incêndio. Quando começam a aparecer algumas situações de rachaduras, alguma movimentação, é importante o recuo dessas equipes. Talvez eles não tiveram a oportunidade de sair", explica Bonfanti.

Dedicados e idealistas

As descrições dos dois oficiais pelos colegas de farda convergem quase em uma descrição comum do que é um bombeiro. O sargento Ubirajara Ramos, coordenador-adjunto da Associação de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs), descreve o sargento Munhós como uma pessoa idealista.

No incêndio do Mercado Público, em 2013, por exemplo, ele se voluntariou para atuar. Da mesma forma como fez na noite desta quinta, unindo-se aos 67 bombeiros que atuaram no combate ao fogo no prédio da SSP-RS.

"Sempre que via algum filme de bombeiro, uma ocorrência de bombeiro, estava ali incentivando as pessoas a serem bombeiros. Era uma pessoa diferenciada", afirma.

Nascido em Lavras do Sul, Munhós ingressou na corporação em 1990 e dedicou 31 dos 51 anos de vida à profissão. Ele atuava na divisão de Logística e Patrimônio, um setor administrativo, e até poderia estar aposentado. Mas a profissão o fez continuar servindo.

"Sempre dedicado, sempre protetor dos seus subordinados, e uma pessoa amigável, parceira, envolvida nas festividades da unidade. Aquele camarada que poderia sair para tomar o chimarrão, sempre de bem com a vida e muito familiar também", completa Ramos.

De acordo com o sargento Ramos, ambos estavam juntos na operação. "Eu tive muito mais que o prazer de servir com essas duas pessoas. Tive também o prazer de aprender", completa Ramos.

Sobre o incêndio

O incêndio que destruiu parte do prédio da Secretaria de Segurança Pública do RS começou na noite quarta-feira (14), em Porto Alegre. Segundo o Corpo de Bombeiros, o Plano de Prevenção contra Incêndios (PPCI) estava em dia. Parte dos terceiro e quarto andares desabou.

O trabalho de combate às chamas durou toda madrugada da quinta-feira (15), com sete equipes se revezando no resfriamento das áreas e na busca por contatos sonoros. Foram chamadas todas as unidades da corporação, na capital gaúcha, de cidades vizinhas e até de Santa Maria, na Região Central do RS.

Ainda não há informações sobre o que causou o incêndio. "Somente após uma perícia e investigação", observa o comandante Bonfanti.

No imóvel funcionam os setores administrativos da Segurança Pública: Instituto Geral de Perícias (IGP), Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Detran, além do serviço telefônico de 190 da Brigada Militar, que ficou inativo, mas já foi retomado em outro local.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para investigar as causas e as circunstâncias do incêndio. Funcionários que estavam no local antes de ser evacuado já prestaram depoimentos.

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