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Assassino autor de chacina em creche no oeste catarinense planejou crime por quase um ano

06/05/2021 15h02Atualizado há 2 meses
Por: Depto de Jornalismo .
Fonte: Rádio Centro Oeste
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Passados dois dias do ataque que chocou o país no município de Saudades, no oeste catarinense, executado por um jovem de 18 anos em uma escola de educação infantil e que vitimou cinco pessoas, entre elas três crianças, alguns detalhes do crime e possíveis motivos começam vir à tona. O Soldado André Carlos Galiazzi foi um dos bombeiros que atenderam e levaram o assassino até o hospital. Galiazzi, em entrevista exclusiva a Rádio Centro Oeste, relatou que em certos momentos de lucidez, Fabiano Kipper Mai fez algumas declarações sobre o atentado.

Segundo o bombeiro, as declarações do jovem começaram ainda dentro da escola. “Quando ele ainda estava no chão antes de colocar ele sobre a maca, já algemado, ele olhava em direção a arma que utilizou e dizia: Cuida bem dela tá, ela é minha amiga”, descreveu o soldado, acrescentando que a frase foi dita mais de uma vez pelo agressor.

-Ele comentou alguma coisa no local, lá na ocorrência, ele fazia uma pergunta meio afirmando, "foram cinco né, foram cinco que eu matei?!", dava a impressão de que ele tinha uma meta, algo nesse sentido, - conta o bombeiro.

Fabiano utilizou uma arma branca – espécie de espada ninja tipo samurai comprada pela internet alguns dias antes. Mai teria dito que sua intenção mesmo era a aquisição de uma arma de fogo. Galiazzi conta que durante o deslocamento ele comentou em dado momento que planejava (o ataque) há algum tempo, que ele queria comprar uma arma de fogo, mas não havia conseguido e que ele queria ter ido na outra escola, mas como ele não conseguiu a arma de fogo, ele foi nessa outra escola (sic). "Era o que ele fala nos momentos de consciência dele”, disse o bombeiro.

A instituição de ensino citada por Fabiano seria a Escola de Educação Básica Rodrigues Alves, na qual havia estudado até o ano passado.

O crime praticado por Fabiano Mai mostra premeditação. Galeazzi ouviu do autor que planejou o ataque por cerca de 10 meses. “Ele não relatou em nenhum momento o porquê ele fez isso ou se foi a mando de alguém. O que ele falou é que planejava em torno de 10 meses este ataque, que ele teria tentado a arma de fogo, mas como não conseguiu, ele acabou comprando essa espada”, relatou o bombeiro.

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