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Laudos vão apontar causa mortis de dentista encontrada morta e se ela ingeriu medicação ou veneno

16/10/2020 10h43
Por: Depto de Jornalismo .
Fonte: Diário SM
 Foto: Renan Mattos (Diário)
Foto: Renan Mattos (Diário)

Após o corpo de Bárbara Machado Padilha, 32 anos, ser encontrado na tarde de quarta-feira nas margens da BR-158, parte do mistério que envolve o desaparecimento dela chegou ao fim. Mas ainda existem muitas questões que devem ser respondidas ao longo dos próximos dias pelo trabalho de investigação da Polícia Civil.

Após ouvir depoimentos de familiares e amigos da dentista, o delegado Adriano de Rossi, responsável pela investigação, explica que dois laudos da perícia são aguardados para a conclusão do inquérito: o laudo da necropsia, que deve apontar a causa da morte, e o resultado do exame toxicológico, que pode indicar se ela chegou a ingerir algum tipo de medicamento ou até mesmo veneno:

- A gente não descarta a hipótese, até porque ela comprou chocolate, provavelmente para mascarar o sabor de algo. Esse laudo (o toxicológico) demora um pouco mais para ficar pronto - explica o delegado.

Ainda segundo o delegado, em um primeiro momento a Polícia Civil acreditou que a dentista tinha sido sequestrada. O fato de ela deixar a porta de casa aberta, as chaves caídas e a bolsa com dinheiro e documentos em casa levantou a hipótese logo após o desaparecimento. Porém, assim que começou o trabalho, isso foi descartado:

- No domingo de manhã a gente já sabia que ela tinha ido para Santa Maria, mas ainda não sabíamos para qual parte da cidade. Aí acionamos o delegado Gabriel (Zanella) e a equipe dos bombeiros que começaram as diligências. Chegaram as informações do posto e ficou evidente que ela foi caminhando pela rodovia mesmo. As câmeras de segurança da loja de artesanato mostraram ela passando às 20h08min de sábado, mas ela não passou pelas câmeras da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

SINTOMAS DE POSSÍVEL DEPRESSÃO

De acordo com o delegado, alguns depoimentos indicaram que no meio e final de setembro ela começou a dar sinais de tristeza e de um possível quadro de depressão. Ela chegou a contar para uma amiga que estava se sentindo mais triste. Assim que essa informação foi conhecida pela Polícia Civil, os bombeiros deram início ao trabalho de busca em Santa Maria.

VESTÍGIOS

Adriano explica que o sinal do celular foi captado pela última vez na região de mato fechado nas margens da BR-158 na madrugada de domingo. Foi isso e as imagens das câmeras que fizeram a equipe concentrar as buscas naquele local. A pegada da bota dela acabou ajudando a confirmar a hipótese. Até terça-feira, dois cães farejadores eram usados pelos bombeiros. Na quarta, a cachorra Juju, também dos bombeiros, entrou em ação. Ela é treinada para uma habilidade diferente dos outros, e acabou localizando o corpo por volta de 14h45min.

TRÊS MOTORISTAS CONTATADOS

A investigação aponta que ela planejava vir pra Santa Maria, provavelmente para não ser encontrada, já havia dias. No dia 24 de setembro, Bárbara tinha contatado um motorista de executivo e perguntado o valor de uma viagem só de ida a Santa Maria. Na sexta, ela fez um novo contato com esse mesmo motorista, mas ele estava ocupado. No sábado pela manhã, ela contatou um segundo motorista, com um nome falso. O homem, ao salvar o número dela no WhatsApp desconfiou que ela poderia estar mentindo e negou a corrida. Um terceiro motorista foi contatado e acabou trazendo Bárbara para Santa Maria.

INFORMAÇÕES FALSAS

Outro obstáculo encontrado pelos agentes de segurança foi o grande volume de informações falsas.

- Todo mundo queria contribuir de alguma maneira, emitiu opinião e um pensamento. Muitos tentaram ajudar, mas eram informações que não correspondiam a verdade. Algumas, poucas, eram verdadeiras, de quem disse que viu ela em cima da ponte. Infelizmente a maioria eram informações falsas.

A Polícia Civil descarta a hipótese de crime ou de que Bárbara tenha sofrido algum tipo de violência.

RELEMBRE O CASO

Foram quatro dias de buscas, que começaram no domingo. Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal atuaram nas buscas. A Polícia Civil chegou a fazer diligências em outros locais, como em Nova Palma e centros religiosos, de onde surgiram informações que supostamente poderiam levar ao paradeiro de Bárbara.

Sábado

- Na tarde do último sábado, por volta de 17h, Bárbara deixou o escritório do marido, em Tupanciretã, e teria ido para sua casa, a menos de 500 metros do local

- Por volta das 19h, o marido dela não a encontrou em casa. A chave de Bárbara estava caída no chão e a bolsa, com documentos, estava na residência. A porta do imóvel estava aberta

- Na noite de sábado, família e amigos compartilharam nas redes sociais o desaparecimento da dentista

Domingo

- Ao ficar sabendo do desaparecimento da dentista, o motorista do carro executivo de Tupanciretã disse que Bárbara pagou a corrida em dinheiro. Ele a deixou em um posto de gasolina por volta de 19h de sábado, no Trevo do Castelinho, em Santa Maria. Ele chegou a relatar que ela permaneceu em silêncio durante a viagem. Depois, a polícia descobriu que, um dia antes, ela chegou a tentar contratar outro carro, mas por não dar informações de quem era, o motorista se negou a fazer a corrida

-Polícia de Tupanciretã ouve parentes e amigos

Segunda-feira

- A partir das declarações do motorista, polícia consegue e divulga imagens das câmeras de segurança da loja de conveniência do posto no Trevo do Castelinho. Elas mostram a dentista no local, no começo da noite de sábado. Ela chegou pouco depois das 19h30min e saiu às 19h53min do local, em direção à subida para Itaara

- Polícia descobre que o último sinal emitido pelo celular de Bárbara foi por volta de 5h32min de domingo, perto da primeira curva da subida de Santa Maria para Itaara.

- Polícia de Tupanciretã segue ouvindo ouve parentes e amigos e descobre que Bárbara andava muito calada nos últimos dias. Marido conta que chegou a procurar um psicólogo para Bárbara, mas que ela não teria aceitado. Ela teria também cancelado compromissos, como aulas esportivas

Terça-feira

- Equipes da Polícia Civil, PRF e bombeiros, com cães farejadores, tentam procurar por Bárbara durante todo o dia no local onde o celular foi captado pela última vez, às margens da BR-158

- Pela manhã, o marido da dentista foi de Tupanciretã para Santa Maria e passou a acompanhar as buscas, junto de tios da dentista. Ainda na terça, amigos dela que residem em Santa Maria também chegaram ao local de buscas

Quarta-feira

- Na manhã de ontem, as buscas foram retomadas e interrompidas cerca de duas horas depois, para outras diligências. Depois, o trabalho foi retomado em local não informado pelos órgãos de segurança. Bombeiros passaram a usar outro cão farejador, que cheirou uma sapato de Bárbara para tentar localizar o cheiro da dentista

- Por volta das 15h, um cão farejador do Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Bárbara em um local de mata muito fechada. O corpo estava em uma área de matagal às margens da BR-158, bem perto de onde haviam sido feitas buscas no dia anterior. O corpo está caído de bruços, mas só a perícia vai apontar as causas da morte

- Não foram encontrados a bolsa nem o celular de Bárbara no local

- A Polícia Civil acredita que Bárbara tenha perdido os pertences ao entrar na área de mato fechado

- O corpo de Bárbara foi levado para necrópsia no final da tarde de ontem

- O caso será investigado pelo delegado Adriano de Rossi da Delegacia de Polícia de Tupanciretã

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