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Câncer de próstata provocou 18,5 mil mortes no Brasil em 2025, média de 50 por dia, apontam dados - RD Foco

Números divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia apontam aumento de 20% nos óbitos em dez anos.

03/11/2026 às 14h15
Por: Depto de Jornalismo Fonte: Por Redação Oeste Mais
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Foto: Reprodução/Oeste Mais
Foto: Reprodução/Oeste Mais

O câncer de próstata provocou a morte de aproximadamente 18,5 mil homens no Brasil em 2025, o equivalente a 50 óbitos por dia. Os dados são do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e reforçam a preocupação com o avanço da doença no país. Durante o mês de novembro, a campanha Novembro Azul busca conscientizar a população masculina sobre a importância dos cuidados preventivos e do diagnóstico precoce.

De acordo com a SBU, entre 2017 e setembro de 2026, foram registradas mais de 160 mil mortes em decorrência da doença. O número de óbitos contabilizados em 2025 representa um crescimento de aproximadamente 20% em comparação com dez anos antes, quando foram registradas 15,4 mil mortes.

A estimativa para 2026 é de mais de 77 mil novos diagnósticos, consolidando o câncer de próstata como um dos principais desafios para a saúde masculina no Brasil.

Doença silenciosa exige atenção

Um dos maiores desafios no combate ao câncer de próstata é a ausência de sintomas nas fases iniciais. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, quando identificado precocemente, o tumor apresenta chances de cura que podem chegar a 90%.

Entretanto, os sinais da doença geralmente aparecem quando o câncer já está em estágio mais avançado. Entre os principais sintomas estão a presença de sangue na urina ou no sêmen, aumento da frequência urinária, dificuldade para urinar, fluxo urinário fraco, disfunção erétil e dores nos ossos.

O presidente da SBU, Roni Carvalho Fernandes, alerta que esperar o surgimento de sintomas pode comprometer as possibilidades de tratamento e cura.

“Esperar sentir dor ou ter dificuldade para urinar significa muitas vezes chegar tarde demais ao diagnóstico”, destaca.

Novembro Azul reforça importância da prevenção

Ao longo de novembro, a campanha Novembro Azul chama a atenção para a necessidade de os homens acompanharem regularmente sua saúde e procurarem atendimento médico.

Segundo Fernandes, apesar dos avanços observados nas últimas décadas, ainda existe resistência de parte da população masculina em buscar acompanhamento médico.

A orientação da SBU é que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para uma avaliação individualizada. Para aqueles com histórico familiar da doença, homens negros e pessoas com obesidade, a entidade recomenda que essa avaliação seja iniciada aos 45 anos.

A investigação pode envolver o exame de sangue para medir os níveis do antígeno prostático específico (PSA) e o exame de toque retal. Quando há suspeita da presença de um tumor, a confirmação do diagnóstico é realizada por meio de biópsia.

A decisão sobre o rastreamento deve considerar fatores de risco, benefícios e possíveis consequências dos exames, em conjunto com um profissional de saúde.

Novas tecnologias ampliam possibilidades de tratamento

O tratamento do câncer de próstata também apresenta avanços. Segundo a SBU, em 2026, a cirurgia de próstata assistida por robô foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou técnicas como o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioablação, procedimentos utilizados em situações específicas para destruir células cancerígenas.

O HIFU utiliza ondas de ultrassom concentradas na região do tumor, enquanto a crioablação emprega temperaturas extremamente baixas para provocar a destruição do tecido afetado.

As alternativas terapêuticas dependem da avaliação médica, do estágio da doença e das condições de saúde de cada paciente.

A campanha Novembro Azul reforça que os cuidados com a saúde masculina devem ocorrer durante todo o ano. A identificação precoce de alterações e o acesso ao acompanhamento médico são fundamentais para ampliar as possibilidades de tratamento e reduzir os impactos da doença.

*Oeste Mais

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